O melhor que a infância tem.

Há memórias que nos ficam e nos embalam com facilidade para as melhores recordações. O mês de Agosto era sagrado e sinónimo de férias no Algarve. Aquela praia do vale do garrão tinha pinheiros que eram só nossos. O  meu pai atracava o Datsun 1200 carregado de geleiras como quem atraca um navio carregado de passageiros. E aí começava a festa.

Comida com fartura, a sesta na rede entrelaçada em dois pinheiros, os mil jogos de cartas dos primos e as risadas em família. Por ali éramos felizes, no restaurante do fogão improvisado, entre saladas rápidas ou caldeiradas de peixe que nos ditavam a praia só para as seis da tarde. Hoje está tudo diferente, trocam-se os pinheiros pelo melhor lugar no bar, ou de preferência come-se na espreguiçadeira onde nos vamos refastelar a seguir.

Nada contra minha gente, sou adepta n1 do “dolce fare niente “. Gosto porém de fazer coisas diferentes com o cookie. Nem sempre o que para mim é o máximo para ele é bom, e é por isso importante adaptar os programas e vê-lo absorver o que a vida tem de melhor. E saiu daqui a ideia do piquenique. Foi todo um entusiasmo conjunto, desde a compra da cesta à preparação das marmitas, sendo que a loucura total foi quando soube que ia ter a companhia da prima (minha afilhada) e da madrinha dele (a minha prima/mana).

É um amor já de barrigas, separados por 3 meses de diferença que acredito ser para sempre. Os olhos brilham, os sorrisos esticam e as horas perdem-se quando estão juntos. Correram, rolaram no chão, comeram bolo de cenoura e queques de leite.

Feitas as contas, gastamos sorrisos, gargalhadas e tivemos memórias de borla do melhor que a infância nos deu.

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