A Geração “Stand-by”

Começamos bem cedo ainda que sem percepção. Em miúda não tive nem poucos nem muitos, tive os brinquedos suficientes para saber que cada aniversário tinha um sabor especial. Não sou apologista dos extremos, mas a volatilidade dos dias de hoje assusta-me.

C8EE8397-4165-42DC-9211-DE1807B00139A disponibilidade exagerada leva ao mais ou menos, ao certo e ao incerto, ao querer agora e não querer daqui a 5 minutos, ao encostar numa prateleira aquilo que temos demais. Estaria tudo certo senão se repercutisse no desenrolar do crescimento, mas é aqui que entramos na geração do “stand-by” Passamos a mover-nos pelo agora, a evitarmos a complexidade do “duracel” e a clicar no modo preferencial, o “stand by”. Os brinquedos são talvez o exemplo mais claro, ainda os estamos a desembrulhar e já não sabemos deles, passamos pelas rotinas e acabamos nas pessoas.

E a vida gira assim, com a diferença que os brinquedos não gerem emoções.

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