O Voo da Ansiedade

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Se há coisa que me distingue é a necessidade extrema de fazer coisas novas a um ritmo constante. Gosto do conhecer, da sensação que uma experiência nos proporciona e da aprendizagem que acrescenta. Neste contexto surgem as viagens. Nunca gostei particularmente de andar de avião, como se diz por aí as oficinas estão no andar de baixo, mas adoro viajar.

Antes de ter o Martim perspectivava a vida de forma diferente, com menos turbulência, mais desprendida do Mundo assim em geral.

Associo o estar longe dele ao medo de não o poder ver crescer, e é aqui que a ansiedade se assume numa postura rígida. Sempre que entro num avião a dificuldade em respirar aumenta. Não se define por palavras aquilo a que chamo crises. Tento pensar no que os poucos dias que não estamos juntos nos vão trazer quando voltarmos a estar, afinal é só mais uma viagem das saudades, como aquela em que embarco semana sim, semana não, a diferença são os km.

Ainda assim não gosto da sensação de não o poder apertar a qualquer momento.

Mas depois vem tudo aquilo que nos distrai, e ser Mãe é continuar a ser Mulher e mesmo tratando a ansiedade por tu, não abdico de nenhuma das duas.

 

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